Foi aluno do Centro Educacional La Salle,
em sua terra natal, onde fez seus estudos básicos e deu os primeiros
passos na carreira jornalística, atuando no órgão
interno "Ecos de São Luiz", sob a égide do Irmão
Henrique Justo. Ali mesmo fez curso de Artes Gráficas e mais tarde,
em Canoas, iniciou sua carreira jornalística, no jornal "Expressão",
em setembro de 1954.
Sua formação é de autodidata mas tem vários
cursos de aperfeiçoamento em jornalismo e em línguas, como
espanhol, italiano e inglês.
Em fevereiro de 1955 transferia-se
para a redação do "Correio do Povo", então o
maior jornal do Rio Grande do Sul, iniciando sua atividade na seção
de Esportes, setor em que permaneceu por doze anos, saltando em 1958 para a
redação da "Folha da Tarde".
esde então percorreu todos os postos imagináveis numa
redação de jornal, passando a atuar também no rádio,
na Rádio Guaíba AM de Porto Alegre, a partir de 1960.
Teve várias seções especiais na Imprensa: "Sua
Alteza o Esporte", na Folha da Tarde; "Preto no Branco",
sobre atividade social, cultural e promocional no mesmo jornal e "Área
Verde", seção pioneira para tratar de ecologia e defesa
dos interesses comunitários., encerrada num gesto insólito de
violência da censura exercida na própria redação
da "Folha da Tarde".
Foi o iniciador do projeto de aproveitamento de jovens jornalistas,
através do Estágio Profissional, a partir de 1966, na Cia.
Jornalística Caldas Júnior e que redundou em grande sucesso
com aproveitamento de 46% dos estudantes de jornalismo dos cursos de
comunicação de Porto Alegre.
Ao longo deste mais de meio
século de carreira, exerceu sua atividade nos seguintes veículos:
Expressão, Correio do Povo, Folha da Tarde, Folha Esportiva, Folha da
Manhã, O Momento, O Timoneiro, Jornal da Semana, Revista do Globo,
revista "Rua Grande" de São Leopoldo, Jornal da Semana, rádios
Pampa (1986) e Guaíba (de volta em 1991) e jornais Diário de
Canoas, ABC DOMINGO, colaborando ainda com outros jornais do interior, como
"A Razão" de Santa Maria, "Diário Popular"
de Pelotas e revistas como "Porto&Vírgula" (Porto
Alegre), "Tópicos" (Berlim, Alemanha) e Cadernos de
Literatura da AJURIS (Associação dos Juízes do Rio
Grande do Sul).
Foi repórter, redator, subchefe de reportagem, chefe de
reportagem, subsecretário e secretário de redação,
e finalmente diretor de redação, nesse caso, no jornal "Folha
da Tarde" de 1981 a 1984. Hoje é colunista de diversos veículos.
Durante três anos (1972 a 1975) editou a revista "Signo Comunicação",
dedicada a temas da área de comunicação social, com
redação em Porto Alegre.
Viajou meio mundo a serviço
da atividade jornalística, incluindo-se aí Italia, Espanha,
Portugal, Inglaterra, França, Alemanha, Suécia, Estados
Unidos, Senegal. Uruguai, Paraguai, Chile, Argentina, Holanda, Dinamarca,
entre outros.
Durante o ano de 1998 dedicou-se à investigação
histórica em Portugal, junto às fontes primárias, de
temas relativos ao descobrimento do Brasil e que valeram a informação
e a experiência para escrever "Nau Capitânia", a
primeira biografia de Pedro Álvares Cabral em 500 anos de história,
conforme registrou o jornal "O Estado de São Paulo".
Sua carreira garantiu-lhe inúmeros prêmios, honrarias e o
reconhecimento da comunidade. Prêmio ARI de Jornalismo da categoria Crônicas
(1968), Troféus Amigo do Livro, Amigo do Teatro, Destaque em Cultura
e Jornalismo.
É Comendador da Ordem de Santos Dumont, conferida pelo Ministério
da Aeronáutica (1983); tornou-se Comendador da Ordem de "El Leon
de San Marco", Veneza (1987); sócio benemérito da Associação
Riograndense de Imprensa (1992); no ano de 1999 foi eleito para a Cadeira 25
da Academia Riograndense de Letras; recebeu o título de "Cidadão
Emérito de Porto Alegre", atribuído pela Câmara
Municipal a 21 de março de 2000; recebeu o Prêmio Literário
"Erico Verissimo", da Câmara Municipal de Porto Alegre (ano
2000); Prêmio Clio de História do Brasil para o livro "Nau
Capitânia" em outubro de 2000; Prêmio Jônatas
Serrano, da Academia Carioca de Letras e União Brasileira de
Escritores, História ? para o livro "Nau Capitânia"
(novembro de 2000); pelo livro "Nau Capitânia" recebeu o Prêmio
"Casa de Las Américas" de Cuba, a 31 de janeiro de 2001;
recebeu a "Medalha Cidade de Porto Alegre" a 26 de março de
2001.
Foi patrono da Feira do Livro nas cidades de Canoas (1994) , Guaíba
(2000) e de Porto Alegre, em 2003, na 49a. Feira do Livro da capital gaúcha.
Publicou até aqui os seguintes livros: "Brasil por linhas
tortas", duas edições, 1970 e 1971; "Informação
ou... morte" (1972); "Andanças e Contradanças"
(1974); "Um Século de Poder - Os bastidores da Caldas Júnior"
(duas edições, 1994 e 1995); "Olha a Folha - amor, traição
e morte de um jornal" (1996) e "Nau Capitânia - Pedro Álvares
Cabral, como e com quem começamos" - cinco edições
(Record, Rio de Janeiro, 1999 e subseqüentes) e uma edição
em Portugal, Gradiva, ano 2000. "Anacoluto do princípio ao fim"
(2003) Editora Record e "A Feira da Gente" (2004).
Tendo-se
dedicado à pesquisa histórica com vários trabalhos em
andamento tem apresentado artigos, comunicações e palestras em
diversas oportunidades e eventos, como na 9ª Jornada de Literatura de
Passo Fundo, onde falou sobre "leitores do futuro" (2001).
Participou de uma antologia de crônicas sobre Porto Alegre,
premiada com o Prêmio Açorianos de 1994, denominada "A
Cidade de Perfil" e de uma antologia "Brasil: receitas de criar e
cozinhar", organizada por Patrícia Bins, edição da
AGE Editora, 2001.
É considerado um dos maiores incentivadores
da indústria turística no Rio Grande do Sul pelo seu trabalho
permanente no setor e pelo que fez especialmente pela Região das Hortênsias,
agrupando Gramado e Canela. Recebe o título de "Comendador das
Hortênsias" pelo município de Gramado (2001).
Exerce ainda as funções de consultor para a área
de Comunicação Social, tendo passado por grandes instituições
e empresas como o Hospital Moinhos de Vento, Zivi-Hércules, Sindicato
das Indústrias Mecânicas e Metalúrgicas de Canoas, Iriel
Indústrias Elétricas e Urano Indústria de Balanças
e Equipamentos Eletrônicos de Canoas.
Eventualmente tem
colaborado com grandes órgãos de comunicação da
imprensa mundial como o jornal "Clarín", de Buenos Aires,
Argentina.