FUNDAÇÃO CULTURAL DE CANOAS
I N I C I A L
H I S T Ó R I C O
C U R S O S
A T I V I D A D E S
C A L E N D Á R I O
N O T Í C I A S
C O N T A T O
Eventos em destaque
Oficina LEITURA PRÓ-ATIVA, LEITURA CRIATIVA
Retornar ATIVIDADES Retornar oficina
“Leitura Pró-Ativa, Escrita Criativa”
Esta será a denominação da nova oficina que o jornalista e escritor Walter Galvani estará ministrando este ano: “Leitura Pró-Ativa, Escrita Criativa”. Uma coisa é condicionante da outra. Só há uma possibilidade de começar a escrever de forma criativa e que possa trazer algum tipo de contribuição à literatura e à sociedade: é o resultado de intensas e constantes leituras. Mas, nunca a simples leitura epidérmica, como se olhando e movendo os lábios até, se for o caso, pudesse ser apreendida a essência do que está sendo transmitido. Não. “A leitura bem feita é uma coisa carnal”, afirma George Steiner, crítico literário do jornal “The New York Times” e da revista “The New Yorker”, nascido em Paris, de pais austríacos, e que viveu nos Estados Unidos e Inglaterra, professor de lingüística e de literatura comparada, hoje também professor na Universidade de Genebra.
O ensaísta e jornalista português Antônio Carlos Cortez pergunta, a partir das posições de Steiner: “Como podemos apreender o verdadeiro significado do corpo, da corporeidade da linguagem alicerçada na pele com que nos tocamos, nos rostos que entrecruzamos, senão através da carnalidade que todo o ato humano pressupõe?”
É sobre este tipo de leitura que Galvani quer trabalhar. Nestes tempos de tecnologia é preciso retroceder até convencer-se do ato sagrado da leitura, no âmago do silêncio e da introspecção.
O mesmo ensaísta Cortez coloca: “Não sei de nenhum aluno que, cometendo erros de sintaxe, desconhecendo história e geografia, menosprezando a literatura e os livros, aprenda a redigir um raciocínio coerente e coeso só porque possui, em sua casa ou na sua escola, um computador.”
Só com este tipo de leitura estaremos aptos a partir para a conquista de uma escrita criativa.
Leitura e muita leitura, não para livrar-se dos textos, nem para acabar depressa um volume. É voltando atrás, saboreando cada afirmação ou discordando dela, desafiando o que lê como um tradutor que enfrenta o imenso desafio da tradução. É assim que se lê. E é assim que se começa a escrever.
Sem esta compreensão, torna-se impossível o passo seguinte: a Escrita Criativa.
Ela é o próprio resultado da Leitura Pró-Ativa que precisa ser feita com a maior consciência e aceitação do tempo empregado, sem preocupações com a velocidade, as aparências da interpretação rápida e, muitas vezes, errônea.
Saiba mais sobre a Oficina     |     Sobre Walter Galvani

Início da página