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holandeses em 1644 e
1645. Foi destruído em 1694.
De 1656 a 1678, o líder do
quilombo foi Ganga Zumba (que quer dizer "grande senhor"), que
viveu com seu sobrinho Zumbi no quilombo do Macaco, um dos principais de
Palmares, com cerca de 2 mil habitantes. Em novembro de 1678, Zumba foi
a Recife e firmou tratado de paz com o governador Sousa Castro. Pelo
acordo seriam livres os negros nascidos em Palmares, os outros
habitantes do quilombo deveriam ser entregues às autoridades.
Zumbi discordou, destituiu Ganga Zumba e liderou a resistência dos
Palmares. Pouco se sabe sobre o guerreiro dos Palmares. Documentos
comprovam que, de 1676 a 1695, de fato existiu um "general"
negro de nome Zumbi. Ele era baixo, coxo e valente. Um cronista da época
se referiu a ele como "negro de singular valor, grande ânimo
e constância rara; aos nossos serve de embaraço, aos seus
de exemplo". Palmares sob a liderança de Zumbi resistiu
bravamente a várias investidas, até que em 1692 foi
contratado para atacar o quilombo, Domingos Jorge Velho, bandeirante
paulista. Após quase dois anos de resistência, Palmares
caiu em 6 de fevereiro de 1694. Zumbi, diferente do que conta a lenda de
que tenha se suicidado atirando-se de um despenhadeiro, escapou.
Delatado, foi morto quase dois anos depois, em 20 de novembro de 1695,
por André Furtado. Sua cabeça ficou exposta na praça
central de Recife até sua completa decomposição,
com o intuíto de aterrorizar os negros escravos e desestimulá-los
à fuga e resistência. |
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