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Zumbi dos Palmares ZUMBI DOS PALMARES
Palmares não era apenas um, mas 12 quilombos unidos por uma rede de trilhas na mata da serra da Barriga, 90 km de Maceió. Começou a ser erguido em 1602 por 40 escravos fugidos de engenhos de Pernambu- co. Estima-se que em seu apogeu chegou a ter 20 mil habitantes e 6 mil casas. Em seu quase um século de duração, foi atacado 25 vezes.  As primeiras investidas foram as dos
holandeses em 1644 e 1645. Foi destruído em 1694.
De 1656 a 1678, o líder do quilombo foi Ganga Zumba (que quer dizer "grande senhor"), que viveu com seu sobrinho Zumbi no quilombo do Macaco, um dos principais de Palmares, com cerca de 2 mil habitantes. Em novembro de 1678, Zumba foi a Recife e firmou tratado de paz com o governador Sousa Castro. Pelo acordo seriam livres os negros nascidos em Palmares, os outros habitantes do quilombo deveriam ser entregues às autoridades. Zumbi discordou, destituiu Ganga Zumba e liderou a resistência dos Palmares. Pouco se sabe sobre o guerreiro dos Palmares. Documentos comprovam que, de 1676 a 1695, de fato existiu um "general" negro de nome Zumbi. Ele era baixo, coxo e valente. Um cronista da época se referiu a ele como "negro de singular valor, grande ânimo e constância rara; aos nossos serve de embaraço, aos seus de exemplo". Palmares sob a liderança de Zumbi resistiu bravamente a várias investidas, até que em 1692 foi contratado para atacar o quilombo, Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista. Após quase dois anos de resistência, Palmares caiu em 6 de fevereiro de 1694. Zumbi, diferente do que conta a lenda de que tenha se suicidado atirando-se de um despenhadeiro, escapou. Delatado, foi morto quase dois anos depois, em 20 de novembro de 1695, por André Furtado. Sua cabeça ficou exposta na praça central de Recife até sua completa decomposição, com o intuíto de aterrorizar os negros escravos e desestimulá-los à fuga e resistência.