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PROJETO AFRO SÓCIO-CULTURAL
A música e a dança dos descendentes africanos são exemplos vivos do que é o patrimônio cultural do continente negro amadurecido ao longo do milênio. Uma história antiga e valiosa pode ser contada através da música, da dança, do teatro, do artesanato, da indumentária e das tradições. A Fundação Cultural de Canoas com o objetivo de difundir e promover a cultura Afro Brasileira, realiza um trabalho com crianças e adolescentes que buscam através da arte o reconhecimento e a valorização de suas origens. Crianças carentes da periferia, fora do horário escolar, e residentes em locais de alta periculosidade, tem, com este projeto, horas de lazer e aprendizagem que as afastam das ruas e da marginalidade.
O Projeto originou-se da necessidade de descentralizar as atividades relativas à cultura afro, visto o grande interesse de adolescentes e crianças de vilas e bairros, pela dança e as tradições africanas. Em 1996, com a criação, na Fundação Cultural, do Grupo Afro Ylú Ayê, coordenado pela instrutora Bárbara Pereira, foram difundidas as muitas atividades do grupo. Não só as atuações artísticas e culturais do Grupo Afro Ylú Ayê, foram as propulsoras do Projeto, como também a sua luta pela valorização da consciência negra, os direitos dos menos favorecidos ao lazer e à cultura, e, principalmente, a oportunidade de ocupar menores carentes. O Projeto, que iniciou em prédio da Escola de Música da FCC, com aulas de dança, artesanato, cultura afro, música e teatro, hoje expande-se por vilas da comunidade canoense, e tem como seu climax as comemorações da Semana da Cultura Negra, que sempre se inicia em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra (da morte de Zumbi), ou na semana em que esta data se situa.